Fratura na coluna: causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos

As fraturas da coluna são lesões que variam desde quadros leves, muitas vezes relacionados à osteoporose, até acidentes de alta energia que podem comprometer a estabilidade vertebral e colocar a medula espinhal em risco. Entender como elas acontecem e quais são as opções de tratamento é essencial para garantir uma recuperação segura e reduzir sequelas no longo prazo.

O que é uma fratura na coluna?

Uma fratura na coluna ocorre quando um ou mais ossos vertebrais sofrem ruptura parcial ou total. Essa lesão pode resultar de traumas diretos — como quedas, acidentes automobilísticos ou esportivos — ou surgir por fragilidade óssea, como nas fraturas osteoporóticas por insuficiência.

O comportamento da fratura varia conforme sua causa. Enquanto traumas de alta energia tendem a gerar instabilidade e risco neurológico, as fraturas por osteoporose geralmente causam dor intensa, mas nem sempre comprometem a medula.

Principais causas de fratura na coluna

A mielopatia cervical provoca sintomas neurológicos que evoluem com o tempo. Os principais incluem:

  • Perda de força nas mãos ou nos braços.
  • Dificuldade para segurar objetos delicados.
  • Alteração da marcha e desequilíbrio.
  • Dormência em braços e pernas.
  • Espasmos musculares.
  • Quedas frequentes.
  • Sensação de rigidez no pescoço.

Estes sinais devem ser investigados por um ortopedista especialista em coluna ou um neurocirurgião, a fim de evitar lesões e sequelas neurológicas permanentes.

Sintomas mais comuns

Os sintomas variam conforme o tipo e a gravidade da fratura, mas incluem:

  • Dor intensa e súbita na coluna
  • Aumento da dor ao ficar em pé ou caminhar
  • Espasmos musculares
  • Dificuldade para movimentar o tronco
  • Em casos graves: formigamentos, fraqueza ou perda de sensibilidade nas pernas (sinais neurológicos)

Diagnóstico

O diagnóstico combina avaliação clínica e exames de imagem, como:

  • Raio-X para avaliar alinhamento e presença de colapso vertebral
  • Ressonância magnética para avaliar medula, nervos e presença de edema ou lesão ligamentar
  • Densitometria óssea nos casos suspeitos de osteoporose

Tratamentos para fraturas na coluna

O tratamento depende do tipo da fratura, sua localização, estabilidade, intensidade dos sintomas e risco neurológico. Além disso, a causa é determinante para a escolha terapêutica.

Tratamentos não-cirúrgicos

Fraturas estáveis e sem risco neurológico não costumam receber a indicação de tratamento cirúrgico. Nestes casos, são indicados:

  • Analgesia e controle da dor: uso de anti-inflamatórios, analgésicos e, em casos selecionados, opioides.

  • Colete ou imobilização: ajuda a reduzir a dor e estabilizar a coluna durante a consolidação.

    Opções incluem:

    • Colete TLSO (tóraco-lombo-sacro) – o mais utilizado
    • Colete Jewett – indicado para fraturas por compressão
    • Colete Philadelphia – quando há acometimento cervical
  • Reabilitação fisioterapêutica: foco em analgesia inicial, mobilidade segura e, mais tarde, fortalecimento do core e dos músculos paravertebrais.

  • Controle da osteoporose: fundamental nos casos de fraturas por insuficiência. O manejo deve ser feito com endocrinologista ou reumatologista, avaliando reposição de cálcio, vitamina D e medicamentos que aumentam a densidade óssea. Tratar apenas a fratura sem tratar a osteoporose aumenta significativamente o risco de novas lesões.

Tratamentos minimamente invasivos

Há alternativas minimamente invasivas para casos de fratura na coluna em que há instabilidade ou risco neurológico, acima de tudo. Outros pontos que influenciam a decisão são dor persistente ou limitação funcional significativa.

  • Vertebroplastia: injeção de cimento ósseo para estabilizar a vértebra.
  • Cifoplastia: similar à vertebroplastia, porém com balão expansor que ajuda a restaurar parcialmente a altura vertebral.

Ambos proporcionam alívio rápido da dor, estabilizam a fratura e permitem retorno mais precoce às atividades. Em fraturas osteoporóticas, são frequentemente a melhor opção, já que o osso não tem qualidade estrutural para suportar parafusos de artrodese.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia para fratura na coluna é indicada quando a lesão compromete a estabilidade da coluna, ameaça a medula espinhal ou causa deformidade que tende a piorar. Entre os principais fatores que levam à necessidade de cirurgia estão:

  • Instabilidade da coluna, com risco de movimentação anormal entre as vértebras
  • Risco ou compressão neurológica, como fraqueza, dormência ou sinais de compressão medular
  • Deformidade progressiva, incluindo colapso ou angulação da vértebra
  • Fraturas graves com desabamento vertebral
  • Lesões decorrentes de trauma de alta energia, como acidentes automobilísticos ou quedas significativas

Nesses cenários, o objetivo da cirurgia é proteger a medula, restaurar o alinhamento da coluna e impedir que a fratura evolua para sequelas permanentes.

A principal técnica utilizada é a artrodese, que consiste na fixação da coluna com parafusos e cages para estabilizar a região fraturada. A artrodese é especialmente indicada quando há boa qualidade óssea, garantindo que os parafusos possam se fixar com segurança nas vértebras adjacentes.

Por outro lado, em fraturas por osteoporose avançada, a artrodese geralmente não é a melhor opção, pois o osso fragilizado não sustenta adequadamente os implantes. Nesses casos, procedimentos como cifoplastia ou vertebroplastia, que utilizam cimento ósseo para estabilizar a vértebra, costumam ser mais eficazes e seguros.

Importância de tratar a causa da fratura

Em fraturas por insuficiência, o controle da osteoporose é essencial para evitar novas lesões. A avaliação deve incluir:

  • Exames laboratoriais
  • Densitometria óssea
  • Avaliação hormonal
  • Tratamento medicamentoso individualizado

O acompanhamento com endocrinologista ou reumatologista faz parte do tratamento definitivo.

Fraturas na coluna exigem avaliação especializada para determinar a gravidade, o risco neurológico e o tratamento mais adequado. A causa da fratura — trauma ou osteoporose — é decisiva na escolha entre tratamento conservador, procedimentos minimamente invasivos ou cirurgia.

O acompanhamento multidisciplinar, incluindo fisioterapia, é essencial para garantir recuperação segura e prevenir novos episódios.

Se você recebeu diagnóstico ou desconfia de fratura na coluna e está em dúvida sobre o melhor tratamento, agende uma consulta. Uma avaliação detalhada de um ortopedista de coluna é o primeiro passo para uma recuperação segura.

FAQs - Perguntas Frequentas

Toda fratura na coluna precisa de cirurgia?

Não. A maioria das fraturas estáveis, especialmente as osteoporóticas, pode ser tratada com analgesia, colete e fisioterapia — ou com procedimentos minimamente invasivos.

Quando há instabilidade, compressão neurológica, deformidade ou fraturas de alta energia com risco à medula.

Frequentemente, a cifoplastia ou a vertebroplastia são as melhores opções. A artrodese não costuma ser indicada devido à baixa qualidade óssea para fixação de parafusos.

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