A dor no pescoço, conhecida como cervicalgia, é uma das queixas mais comuns nos consultórios de ortopedia e cirurgia de coluna. Ela pode surgir após esforço, má postura ou estar associada a alterações estruturais da coluna cervical.
Embora nem toda dor no pescoço indique algo grave, a persistência dos sintomas exige investigação para identificar a causa e definir o tratamento adequado com um especialista em coluna.
Causas mais comuns de dor no pescoço
A cervicalgia pode ter origem muscular, articular ou neurológica. Entre as principais causas estão:
- Tensão muscular e má postura: longos períodos ao computador ou ao celular sobrecarregam a musculatura cervical.
- Desgaste natural da coluna (artrose cervical): comum com o envelhecimento, pode causar rigidez e dor crônicas.
- Hérnia de disco cervical: ocorre quando o conteúdo do disco vertebral extravasa e pressiona raízes nervosas, causando dor que pode irradiar para ombro ou braço.
- Estenose cervical (estreitamento do canal da medula): um fator degenerativo que pode causar a compressão de nervos ou da medula. O paciente pode apresentar dor, dormência, perda de força e, em casos mais graves, dificuldade para caminhar.
- Traumas ou “torcicolos” súbitos: normalmente têm bom prognóstico, mas merecem avaliação se forem repetitivos.
Sintomas que exigem atenção
Alguns sinais indicam a necessidade de procurar um ortopedista de coluna ou cirurgião de coluna:
- Dor que persiste por mais de seis semanas
- Dor que irradia para braços
- Formigamento ou dormência
- Perda de força nos membros superiores
- Dificuldade para segurar objetos ou alteração na coordenação motora fina (movimentos delicados)
- Dificuldade para caminhar ou sensação de desequilíbrio
Esses sintomas sugerem envolvimento neurológico e precisam de investigação com médico de coluna. Além do exame físico, o diagnóstico leva em conta exames de imagem, como a ressonância magnética.
Tratamentos para dor no pescoço
O tratamento para a dor no pescoço depende diretamente da causa identificada no exame físico e nos exames de imagem. Algumas condições costumam evoluir bem com o chamado tratamento conservador – ou seja, não cirúrgico. Ele é baseado no fortalecimento da região, medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, além de fisioterapia.
No entanto, em alguns quadros, a cirurgia é a opção mais indicada para garantir a saúde neurológica do paciente e preservar sua qualidade de vida. A descompressão pode ser realizada por via endoscópica, uma técnica minimamente invasiva para procedimentos de coluna.
Condições que geralmente têm tratamento conservador
A contratura muscular e a hérnia de disco são duas condições que respondem bem ao tratamento não cirúrgico. A primeira por se tratar de uma questão não neurológica e, ao aliviar os fatores de tensão, a dor tende a ser resolvida. Já a hérnia de disco apresenta boa taxa de reabsorção com fisioterapia, fortalecimento e reeducação postural – dispensando então a necessidade de descompressão cirúrgica.
O tratamento conservador é composto por:
- Reeducação postural e ergonomia
- Fisioterapia especializada com fortalecimento cervical e escapular
- Medicações analgésicas e relaxantes musculares
- Técnicas de fisioterapia intervencionista e infiltrações guiadas por imagem, quando indicado
O objetivo, nestes casos, é reduzir a dor, melhorar a mobilidade e prevenir novos episódios.
Quando a cirurgia é indicada
A cirurgia bem indicada é segura e capaz de preservar a autonomia e qualidade de vida do paciente. O primeiro fator para a indicação da cirurgia é a presença de sintomas neurológicos, além da compatibilidade clínico-radiológica: o sintoma é compatível com o exame de imagem.
Sendo esse o caso, considera-se a descompressão cirúrgica quando há sinais de mielopatia cervical, os métodos conservadores falham (o paciente mantém os sintomas apesar dos recursos utilizados) e também em condições degenerativas, como a estenose cervical.
Nesses casos, a cirurgia para descompressão cervical pode ser necessária. Existem técnicas minimamente invasivas que preservam estruturas, reduzem dor e facilitam a recuperação.
A dor no pescoço pode parecer simples, mas merece atenção quando se torna frequente, intensa ou acompanhada de alterações neurológicas. O diagnóstico preciso feito por um especialista em coluna é essencial para tratar a causa e evitar complicações.
Com acompanhamento adequado, é possível recuperar a mobilidade e retomar a rotina com segurança. Entre em contato e agende a sua consulta.
FAQs - Perguntas Frequentas
Dor no pescoço pode ser causada por hérnia de disco cervical?
Sim. A hérnia de disco pode comprimir nervos da região cervical, causando dor que pode irradiar para o braço, formigamento e perda de força.
Quando a dor cervical precisa de exame de ressonância magnética?
Quando há dor persistente, irradiação, perda de força ou dormência. A ressonância ajuda a identificar a localização e o grau da compressão, além de processos degenerativos e inflamatórios.
Exercícios físicos e alongamentos ajudam na prevenção da dor no pescoço?
Sim. Fortalecer a musculatura cervical e corrigir a postura reduz sobrecarga e previne crises dolorosas.